Eu não sei me expressar bem em palavras, nem sei expressar o que sinto ou como estou me sentindo verdadeiramente.
Eu falo sozinho, mesmo.
Me irrito e firo-me facilmente também, com coisas absurdas e aparentementes bobas mesmo; e me divirto também. Minha distração para tal é estar sempre por perto das pessoas que gosto.
Considero-me um louco por pensar tanto em tudo de forma fora da realidade que me cerca. Sim, podem considerar também um mundo fantasioso, tanto faz.
Não esqueço daquilo que me chagou, e levo muito tempo para tentar amenizar um sofrimento. Não sei por que me atraio pelo que não faz bem, deve ser por isso que as pessoas gostam de marginalizar ou banalizar tanto.
Não acho graça em tudo que vejo, e nem tudo que me vê me acha interessante.
Demoro para tudo aquilo que os outros costumam ser, ou esperar que eu seja.
Nem demoro tanto para me tranquilizar com algo, depois já começar a me sabotar de novo. Certas vezes torno tudo um problema, por menor que o seja, e omito por achar que são insolucionáveis ou que ninguém poderá ajudar a resolver nem precisarão saber por desnecessidade. Já pensei, e ainda penso muitas vezes, se tenho mesmo medo da morte. Se o melhor é ficar aqui mesmo do que deixar que ela venha até mim por livre arbítrio.
Não sinto tratar bem aos semelhantes, tive formação cristã mas não a pratico. Tenho minhas dúvidas se sou mesmo pessoa ou monstro.
Se existir realmente céu e inferno, creio que ou vou para o inferno ou estarei entre ambos. Não trabalho mais minha espiritualidade.
Detesto fases de mudanças, elas me sucumbem mais do que qualquer outra coisa por me fazer achar que muitas delas são irreversíveis, tendo ou não uma repercussão negativa por todo o sempre.
Tem certos dias que quero que tudo se lixe, tudo exploda-se e deixe de existir. Começando por mim.
*Nessa última tentativa, inicio um processo de autodestruição extremo, gerando ponderados acessos de egoísmo, e pensando ou esquecendo daqueles que me estimam. Há dias em que prefiro me isolar ou sumir a ponto de não querer sair de casa para não ver os rostos das pessoas, e ficar pensando onde e o que é que estou vivendo.
No fundo de tantas confusões e pensamentos obscuros, inexplicavelmente aparece uma vontade com e sem vontade de continuar. E assim vou deixando levar.
Só fica a pergunta do 'até quando' precisarei suportar o que mais odeio: ter de suportar.